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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Sonic Youth ensina como envelhecer com classe - veja outros lançamentos

Leonard Cohen emociona em disco ao vivo gravado em Londres.
Romulo Fróes lança clássico instantâneo da música brasileira.

"The eternal", novo disco do Sonic Youth, sai oficialmente só em junho, mas já vazou na internet e chega para ensinar aos mais jovens como envelhecer com classe. Aos 28 anos de carreira, Kim Gordon, Thurston Moore, Lee Ranaldo e Steve Shelley ganham a companhia do baixista Mark Ibold em mais um trabalho cheio de personalidade. Se o grupo já vinha se aprofundando nas melodias em "Rather ripped" (2006), agora, em sua 16ª obra inédita, elas dividem espaço com os experimentalismos característicos da trupe. Mas não espere inovações. Estão aqui todos os elementos que colocaram o SY entre os melhores do rock alternativo, com suas guitarras pungentes e os vocais deliciosos de Kim Gordon. (LÍGIA NOGUEIRA)

Já rotulado de “sambista indie”, o sempre melancólico Romulo Fróes se aproxima de ser a versão do século XXI de compositores “malditos” da MPB como Jards Macalé e Walter Franco com seu terceiro álbum. O duplo “No chão sem o chão” registra dois momentos – o primeiro disco, mais “roqueiro”, foi gravado em poucas tomadas, quase ao vivo, enquanto o segundo é mais diverso e plural. Com destreza, equilibra estilos, experimentos, melodias e um tanto de colaborações: dos parceiros Clima e Nuno Ramos à Velha Guarda da Nenê de Vila Matilde e o guitarrista Lanny Gordin. O álbum é praticamente irrepreensível ao longo de suas 32 músicas, e canções como “A anti-musa” e “Para fazer sucesso” estão desde já gravadas no cânone da música brasileira. (AMAURI STAMBORSKI JR.)

O ex-vocalista da banda de reggae Cidade Negra se aventura pela black music em seu primeiro disco solo, “Todo meu canto”. Apesar do flerte com o ritmo jamaicano em “Todos os amigos perto de mim”, o foco está na música negra norte americana, com funks (“Inocente ou culpado”) e R&Bs como “Fim de semana good time” – com direito a vocal alterado pelo programa Autotune à la Kanye West e rap do MC Sapão. Apesar dos esforços, a produção polida e o excesso de “retrô bacana” atrapalha a audição do disco – ainda mais com faixas como a “esperta” pró-maconha “Perfume da nega” e a insossa versão de “Tudo que você podia ser”, de Lô Borges, que soa como um remix de eletrônica “cool” feito há quinze anos. (ASJ)

O cantor, compositor e poeta canadense Leonard Cohen lançou seu último disco de inéditas, "Dear Heather", em 2004. Prestes a completar 75 anos de idade, o homem que influenciou Bono e Nick Cave retorna à cena com o álbum duplo "Live in London", lançado no final de março no exterior e recém chegado às lojas brasileiras. Neste novo trabalho, ele revisita sua obra - de "Dance me to the end of love" a "Hallelujah" - com todo o refinamento que ela merece. E, de quebra, ainda oferece ao ouvinte algumas pérolas dirigidas à plateia com seu típico vozeirão durante a gravação do show na O2 Arena, na capital inglesa. (LN)

( fonte de informação: www.g1.globo.com/Noticias/Musica/ )

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